Acabei de atender um telefonema da Al-Jazeera. Sim, da Al-Jazeera!
Parece que querem realizar uma reportagem sobre OGM e Agricultura Biológica e querem falar com o meu Director sobre o assunto. E tive que falar en français, porque o senhor que me contactou ne se sentait pas a l'aise pour parler en anglais.
E a propósito de francês, estou a frequentar 2 aulinhas por semana de 3h cada, na EPFC. O teste de admissão colocou-me no nível 6 de 11, mas a professora que é desconfiada e diz que os testes vão ser redesenhados porque não são de fiar, sujeitou-nos a outro teste só para ter a certeza de que estávamos no nível certo. E tanto ela como eu ficámos surpreendidas. Parece que toda a gente passou o teste com distinção e eu só cometi 2 pequeníssimos erros de ortografia e um erro mais feio de conjugação verbal que ela achou perdoável. Por isso continuo no nível 6.
Pode não parecer um nível por aí além, mas é o último nível do grau intermédio. Depois deste seguem-se os níveis de aprofundamento da língua, por isso não fiquei nada mal colocada. Agora tenho que me portar à altura e evitar dar barraca.
Entretanto a professora já me deu nas orelhas porque eu li num texto mille neuf-cent quatre-vingt quatorze em vez de mille neuf-cent nonante quatre! Perguntou-me se eu tinha aprendido francês na Alliance Française ou em Paris, com algum desprezo na voz. Cá na Bélgica não se usam essas antiguidades linguísticas, q'hórrôr! Cá diz-se nonante! Curiosamente, os belgas também dizem quatre-vingt em vez de octante, por isso não percebo a razão de tanto escândalo. Se são assim tão mais evoluídos que os franceses, ao menos levavam isso até às últimas consequências.
Ainda relacionado com línguas, o meu professor de yoga julgava que eu era inglesa, porque acha que eu tenho "sotaque", não me explicou é se tenho sotaque de inglesa a falar inglês ou sotaque de inglesa a falar francês. Habitualmente dizem-me é que tenho sotaque americano, o que me parece mais lógico, devido à influência dos filmes e séries americanos na minha aprendizagem de inglês. Influência essa que se mostrou em todo o seu esplendor há dias, quando conversava com uma colega inglesa do escritório aqui do lado. Descrevi-lhe o padrão da minha camisola, de grandes bolas brancas sob fundo castanho, como big balls. Ela olhou para mim com aquele ar tão chocado mas ao mesmo tempo contido que só os britânicos conseguem fazer e corrigiu-me: "polka dots, we call it polka dots". OK, eu sabia que big balls tinha um significado completamente diferente e potencialmente chocante, mas não me ocorreu outra descrição...
E para finalizar, no sábado passado um iraniano perguntou-me se eu era indiana. Diz que desde a minha cara, ao meu cabelo, à minha roupa e maneira de estar, tudo indicava que eu era indiana. Essa eu ainda não tinha ouvido...
Parece que querem realizar uma reportagem sobre OGM e Agricultura Biológica e querem falar com o meu Director sobre o assunto. E tive que falar en français, porque o senhor que me contactou ne se sentait pas a l'aise pour parler en anglais.
E a propósito de francês, estou a frequentar 2 aulinhas por semana de 3h cada, na EPFC. O teste de admissão colocou-me no nível 6 de 11, mas a professora que é desconfiada e diz que os testes vão ser redesenhados porque não são de fiar, sujeitou-nos a outro teste só para ter a certeza de que estávamos no nível certo. E tanto ela como eu ficámos surpreendidas. Parece que toda a gente passou o teste com distinção e eu só cometi 2 pequeníssimos erros de ortografia e um erro mais feio de conjugação verbal que ela achou perdoável. Por isso continuo no nível 6.
Pode não parecer um nível por aí além, mas é o último nível do grau intermédio. Depois deste seguem-se os níveis de aprofundamento da língua, por isso não fiquei nada mal colocada. Agora tenho que me portar à altura e evitar dar barraca.
Entretanto a professora já me deu nas orelhas porque eu li num texto mille neuf-cent quatre-vingt quatorze em vez de mille neuf-cent nonante quatre! Perguntou-me se eu tinha aprendido francês na Alliance Française ou em Paris, com algum desprezo na voz. Cá na Bélgica não se usam essas antiguidades linguísticas, q'hórrôr! Cá diz-se nonante! Curiosamente, os belgas também dizem quatre-vingt em vez de octante, por isso não percebo a razão de tanto escândalo. Se são assim tão mais evoluídos que os franceses, ao menos levavam isso até às últimas consequências.
Ainda relacionado com línguas, o meu professor de yoga julgava que eu era inglesa, porque acha que eu tenho "sotaque", não me explicou é se tenho sotaque de inglesa a falar inglês ou sotaque de inglesa a falar francês. Habitualmente dizem-me é que tenho sotaque americano, o que me parece mais lógico, devido à influência dos filmes e séries americanos na minha aprendizagem de inglês. Influência essa que se mostrou em todo o seu esplendor há dias, quando conversava com uma colega inglesa do escritório aqui do lado. Descrevi-lhe o padrão da minha camisola, de grandes bolas brancas sob fundo castanho, como big balls. Ela olhou para mim com aquele ar tão chocado mas ao mesmo tempo contido que só os britânicos conseguem fazer e corrigiu-me: "polka dots, we call it polka dots". OK, eu sabia que big balls tinha um significado completamente diferente e potencialmente chocante, mas não me ocorreu outra descrição...
E para finalizar, no sábado passado um iraniano perguntou-me se eu era indiana. Diz que desde a minha cara, ao meu cabelo, à minha roupa e maneira de estar, tudo indicava que eu era indiana. Essa eu ainda não tinha ouvido...

