Nota para os ecologistas não-vegetarianos (para evitar confusoes): eu não disse no post anterior que todos os ecologistas deveriam ser vegetarianos (embora não vos fizesse mal nenhum e só trouxesse bem ao mundo), eu apenas disse que deveriam pensar naquilo que põem no prato, assim como deveriam pensar em poupar luz e poupar água e separar os vossos resíduos. O que concluem dessa reflexão é com cada um, mas de certeza que vão mudar alguma coisa na alimentação e não tem que ser necessariamente tornarem-se vegetarianos: comerem mais vegetais e fruta, reduzirem substancialmente os produtos animais, comprarem mais produtos biológicos e locais, já são passos de gigante. Era a isso que eu me referia.
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Este fim-de-semana comecei a pôr em prática a política de "ir com calma".
No sábado de manhã dediquei-me às limpezas, porque ainda não tinha tido tempo de limpar esta casa desde que cá cheguei.
Depois de almoço adormeci no sofá, mas felizmente tinha ligado o alarme do telemóvel para me acordar, pois combinei com a Lena irmos à Welcome Fair no Autoworld, no Parc du Cinquantenaire. Era apenas um conjunto de bancas com informação aos "newcomers" de Bruxe1as. Como bónus, pudémos apreciar os carros antigos do Autoworld (museu do automóvel) e ver uma actuação dum grupo Gospel, mas para mim a visita valeu a pena pela quantidade de brochuras, folhetos e revistas que trouxe. Levei um saco grande, pois já esperava trazer muita papelada, mas nunca pensei que fosse assim tanta: 5 kilos de papel! Tive que vir directa para casa depois da feira, porque não aguentava andar a passear com aquele peso. Fiquei o resto da tarde e da noite a ler a literatura recolhida.
De tudo o que li, além de ter retirado imensa programação cultural que já coloquei na minha agenda e me vai ocupar durante os próximos meses, trouxe algumas brochuras propondo actividades físicas a preços modestos, das quais vou decididamente escolher uma.
Para o domingo tinha 5 coisas programadas na agenda: uma feira marroquina em St.Lambert-Woluwe, uma feira da Gasconha na Place du Grand Sablon, uma feira de produtos de design artesanais em Ste.Catherine, um mercado na Gare du Midi e uma ida ao cinema no Kinepolis, mas tive que (mais uma vez) chamar-me à razão e escolher apenas uma ou duas coisas para fazer.
Por questões de proximidade, escolhi a feira em St.Catherine e aproveitei para conhecer a zona e depois fui ao mercado na Gare du Midi, porque precisava mesmo de provisões e a Lena dissera-me que aquele era um bom mercado para comprar fruta e vegetais.
A feira de artesanato não era para a minha bolsa, mas o mercado na Gare du Midi decididamente tinha preços do meu agrado.
Encontram-se por lá verdadeiros negócios da China: 1 euro o kilo de pêssegos, maçãs, pêras, nectarinas ou 3 por ananazes! Um vendedor vendia caixas inteiras de legumes, com menos bom aspecto ou de "fim de coleccao" mas ainda perfeitamente bons, por apenas 1 euro. Escolhi uma caixa com: 1 couve, 1 ramo grande de salsa, 1 pimento-vermelho, 1 beringela, 2 batatas-doces, 3 alhos-francês, 1 rábano, 5 cenouras, 3 mini-courgettes e 1 enorme pepino. Eu queria trazer as caixas todas que ele lá tinha, mas já estava tão carregada que era impossível trazer mais alguma coisa. No final vim de lá com cerca de 10 kilos de fruta e vegetais, por menos de 10 euros.
Eu sei que volto sempre a falar disto, mas é que eu acho incrível como se pode viver por tão pouco em Bruxelas, se se souber onde estão as pechinchas! Pessoalmente, preferia comer biológico todos os dias, mas como ainda nao me posso dar a esse luxo, tenho que alternar biológico com baratezas. No entanto, há dias vi a referência a um estudo no Reino Unido que demonstrou que apesar de os produtos biológicos custarem em média 30% mais caro que os convencionais, quem tem uma allimentação biológica gasta menos 8% em alimentação que os que não a têm. Tenho que tirar isto a limpo, porque se assim for, eu quero experimentar para crer.
Como ando sempre tão carregada de compras, há dias pensei em arranjar um daqueles carrinhos que as senhoras levam ao mercado, mas hesitei por causa do preconceito de que é foleiro e acabei por comprar antes dois sacos de pano. Mas quando cheguei a casa com as mãos roxas e os braços doridos de carregar os sacos de compras e depois de ter visto a quantidade abismal de homens e mulheres de todas as idades e estilos, com o seu carrinho cheio de compras, na estação de comboios, na estação de metro, em todo o lado, decidi que tinha que deixar de ser tola e comprar um também. Em Bruxelas, usar carrinho para ir às compras não é foleiro, é mesmo uma necessidade.
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Este fim-de-semana comecei a pôr em prática a política de "ir com calma".
No sábado de manhã dediquei-me às limpezas, porque ainda não tinha tido tempo de limpar esta casa desde que cá cheguei.
Depois de almoço adormeci no sofá, mas felizmente tinha ligado o alarme do telemóvel para me acordar, pois combinei com a Lena irmos à Welcome Fair no Autoworld, no Parc du Cinquantenaire. Era apenas um conjunto de bancas com informação aos "newcomers" de Bruxe1as. Como bónus, pudémos apreciar os carros antigos do Autoworld (museu do automóvel) e ver uma actuação dum grupo Gospel, mas para mim a visita valeu a pena pela quantidade de brochuras, folhetos e revistas que trouxe. Levei um saco grande, pois já esperava trazer muita papelada, mas nunca pensei que fosse assim tanta: 5 kilos de papel! Tive que vir directa para casa depois da feira, porque não aguentava andar a passear com aquele peso. Fiquei o resto da tarde e da noite a ler a literatura recolhida.
De tudo o que li, além de ter retirado imensa programação cultural que já coloquei na minha agenda e me vai ocupar durante os próximos meses, trouxe algumas brochuras propondo actividades físicas a preços modestos, das quais vou decididamente escolher uma.
Para o domingo tinha 5 coisas programadas na agenda: uma feira marroquina em St.Lambert-Woluwe, uma feira da Gasconha na Place du Grand Sablon, uma feira de produtos de design artesanais em Ste.Catherine, um mercado na Gare du Midi e uma ida ao cinema no Kinepolis, mas tive que (mais uma vez) chamar-me à razão e escolher apenas uma ou duas coisas para fazer.
Por questões de proximidade, escolhi a feira em St.Catherine e aproveitei para conhecer a zona e depois fui ao mercado na Gare du Midi, porque precisava mesmo de provisões e a Lena dissera-me que aquele era um bom mercado para comprar fruta e vegetais.
A feira de artesanato não era para a minha bolsa, mas o mercado na Gare du Midi decididamente tinha preços do meu agrado.
Encontram-se por lá verdadeiros negócios da China: 1 euro o kilo de pêssegos, maçãs, pêras, nectarinas ou 3 por ananazes! Um vendedor vendia caixas inteiras de legumes, com menos bom aspecto ou de "fim de coleccao" mas ainda perfeitamente bons, por apenas 1 euro. Escolhi uma caixa com: 1 couve, 1 ramo grande de salsa, 1 pimento-vermelho, 1 beringela, 2 batatas-doces, 3 alhos-francês, 1 rábano, 5 cenouras, 3 mini-courgettes e 1 enorme pepino. Eu queria trazer as caixas todas que ele lá tinha, mas já estava tão carregada que era impossível trazer mais alguma coisa. No final vim de lá com cerca de 10 kilos de fruta e vegetais, por menos de 10 euros.
Eu sei que volto sempre a falar disto, mas é que eu acho incrível como se pode viver por tão pouco em Bruxelas, se se souber onde estão as pechinchas! Pessoalmente, preferia comer biológico todos os dias, mas como ainda nao me posso dar a esse luxo, tenho que alternar biológico com baratezas. No entanto, há dias vi a referência a um estudo no Reino Unido que demonstrou que apesar de os produtos biológicos custarem em média 30% mais caro que os convencionais, quem tem uma allimentação biológica gasta menos 8% em alimentação que os que não a têm. Tenho que tirar isto a limpo, porque se assim for, eu quero experimentar para crer.
Como ando sempre tão carregada de compras, há dias pensei em arranjar um daqueles carrinhos que as senhoras levam ao mercado, mas hesitei por causa do preconceito de que é foleiro e acabei por comprar antes dois sacos de pano. Mas quando cheguei a casa com as mãos roxas e os braços doridos de carregar os sacos de compras e depois de ter visto a quantidade abismal de homens e mulheres de todas as idades e estilos, com o seu carrinho cheio de compras, na estação de comboios, na estação de metro, em todo o lado, decidi que tinha que deixar de ser tola e comprar um também. Em Bruxelas, usar carrinho para ir às compras não é foleiro, é mesmo uma necessidade.

