Ontem fui a Köln com a Eva. Ela atrasou-se uma hora e perdemos o comboio internacional. Para lá chegarmos tivémos que apanhar regionais e intercidades e mudar 3 vezes de comboio. Qualquer outra pessoa ter-se-ia "passado dos carretos" com ela, mas eu aproveitei a oportunidade para desenvolver a minha tolerância e compaixão e excepto naquele minuto em que vi o nosso comboio chegar e partir e em que senti o estômago às voltas, senti-me sempre perfeitamente calma. Afinal poderia ter-me acontecido a mim.
Ela vinha extremamente nervosa, com receio da minha reacção, mas quando viu que eu estava calma e sorridente, tirei-lhe um peso tão grande de cima que ela desatou a rir e a chorar ao mesmo tempo, enquanto dizia disparates atrás de disparates.
Em Liège, onde fizémos uma das mudanças de comboio, tive que ir ao wc - estava mesmo necessitada. À porta do wc estavam 3 raparigas a conferenciar em inglês se entravam se não entravam, que custava 50 cts e se valia a pena. Uma delas finalmente decidiu-se a entrar, mas as outras ficaram especadas frente à porta aberta. Eu que já estava nos meus limites, simplesmente passei-lhes à frente, aproveitei a porta aberta e entrei. Ouço então uma das raparigas a barafustar em português "Olha-me só esta gaja! Aproveitou-se e entrou!". Eu virei-me para trás, pedi desculpa pela minha lata e disse que eu pretendia partilhar a despesa. Mas ela ficou tão embaraçada que nem quis saber do dinheiro para nada e me pediu desculpa não sei quantas vezes pelo que tinha dito. Mas eu queria mesmo partilhar a despesa! Enfim... Os portugueses estão em todo o lado!!! Nunca podemos confiar que ninguém vai perceber o que estamos a dizer.
Chegámos a Köln 2 horas mais tarde que o previsto, mas ainda assim tivémos tempo para ver tudo o que era importante e ainda beber um café, fazer um pic-nic, apreciar as vistas dum banquinho de jardim.
O centro das atenções de Köln é decididamente a catedral. Eu e a Eva comentámos que o gótico não é suposto ser perfeito, não procura a simetria, mas que os alemães com a sua mania das perfições, tinham que construir uma catedral gótica perfeita e simétrica, porque simplesmente não conseguiriam evitá-lo, é compulsivo para eles. Bem, não somos peritas nestas coisas, mas foi o sentimento com que ficámos :)
Subimos a torre da catedral - 10 minutos a subir uma escada em caracol e mais uma pequena subida numas escadas em metal no topo da torre, aonde comecei a sentir algumas vertigens. Uma vista impressionante (lembrou-me a Torre Eiffel), mas fiquei aliviada quando voltei a estar perto do chão.
Tivémos tempo para também percorrer a enorme zona comercial da cidade. O pormenor mais engraçado do dia: uma banca de bonequinhos de peluche, duma colecção entitulada "Little Thinkers", aonde haviam peluches de Gandhi, Shakespeare, Karl Marx, Sherlock Holmes ou Mozart. Brinquedos para as criancinhas intelectuais ou para os intelectuais criancinhas?

Ela vinha extremamente nervosa, com receio da minha reacção, mas quando viu que eu estava calma e sorridente, tirei-lhe um peso tão grande de cima que ela desatou a rir e a chorar ao mesmo tempo, enquanto dizia disparates atrás de disparates.
Em Liège, onde fizémos uma das mudanças de comboio, tive que ir ao wc - estava mesmo necessitada. À porta do wc estavam 3 raparigas a conferenciar em inglês se entravam se não entravam, que custava 50 cts e se valia a pena. Uma delas finalmente decidiu-se a entrar, mas as outras ficaram especadas frente à porta aberta. Eu que já estava nos meus limites, simplesmente passei-lhes à frente, aproveitei a porta aberta e entrei. Ouço então uma das raparigas a barafustar em português "Olha-me só esta gaja! Aproveitou-se e entrou!". Eu virei-me para trás, pedi desculpa pela minha lata e disse que eu pretendia partilhar a despesa. Mas ela ficou tão embaraçada que nem quis saber do dinheiro para nada e me pediu desculpa não sei quantas vezes pelo que tinha dito. Mas eu queria mesmo partilhar a despesa! Enfim... Os portugueses estão em todo o lado!!! Nunca podemos confiar que ninguém vai perceber o que estamos a dizer.
Chegámos a Köln 2 horas mais tarde que o previsto, mas ainda assim tivémos tempo para ver tudo o que era importante e ainda beber um café, fazer um pic-nic, apreciar as vistas dum banquinho de jardim.
O centro das atenções de Köln é decididamente a catedral. Eu e a Eva comentámos que o gótico não é suposto ser perfeito, não procura a simetria, mas que os alemães com a sua mania das perfições, tinham que construir uma catedral gótica perfeita e simétrica, porque simplesmente não conseguiriam evitá-lo, é compulsivo para eles. Bem, não somos peritas nestas coisas, mas foi o sentimento com que ficámos :)
Subimos a torre da catedral - 10 minutos a subir uma escada em caracol e mais uma pequena subida numas escadas em metal no topo da torre, aonde comecei a sentir algumas vertigens. Uma vista impressionante (lembrou-me a Torre Eiffel), mas fiquei aliviada quando voltei a estar perto do chão.
Tivémos tempo para também percorrer a enorme zona comercial da cidade. O pormenor mais engraçado do dia: uma banca de bonequinhos de peluche, duma colecção entitulada "Little Thinkers", aonde haviam peluches de Gandhi, Shakespeare, Karl Marx, Sherlock Holmes ou Mozart. Brinquedos para as criancinhas intelectuais ou para os intelectuais criancinhas?


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