Ora bem, por onde começar? Tinha planeado umas férias bem catitas em Agosto que incluíam estadia em Berlim, Hamburgo, Amesterdão entre outras. Arranjei dormida gratuita nessas cidades e boleia até Berlim, mas na hora da partida os impedimentos sucederam-se e perdi as oportunidades (que estavam todas encadeadas): não conseguia levantar dinheiro da minha conta, uma das pessoas que me ia acolher teve que cancelar a oferta por razões pessoais, fiquei com uma dor na perna que me obrigou a ficar no sofá 3 dias... Mas eu tinha um plano B, que se baseava em viagens mais curtas com regresso a casa pelo meio em vez de um tour prolongado. E assim que melhorei da perna e consegui levantar algum dinheiro, lá parti à aventura.
Lille e Tournai
Lille fica na França, perto da fronteira com a Bélgica e Tournai fica na Bélgica no caminho para lá. Gostei de Lille, mas Tournai é bem mais encantadora.
Já posso acrescentar mais uma grande cidade francesa à minha lista de visitas, mas quase valia mais a pena ter-me ficado por Tournai e tê-la explorado mais a fundo.
Nesta viagem apercebi-me de que já me considerava mais belga que portuguesa, porque alguém me perguntou a minha nacionalidade e eu ia dizer belg... ups. Mais tarde na viagem de regresso senti uma pontinha de ofendimento quando um francês no banco da frente que claramente ia à Bélgica pela 1ª vez, insistia que a Bélgica é 5 ou 6 vezes mais pequena que o Luxemburgo e que nem devia ser um país. "Pegue num mapa, homem!!!"
Amesterdão e Roterdão
Amesterdão é quase de certeza a cidade mais feliz do mundo, pelo menos dentre aquelas que eu já tive o privilégio de conhecer. A liberdade que as pessoas usufruem em Amesterdão para se exprimirem, para serem o que são, sem complexos, sem tabus, dá origem a uma alegria e a uma criatividade que se sentem no ar. O ar vibra de sentimentos positivos e deve ser difícil não ser contagiado por eles. A seguir a Bruxelas, se tivesse que escolher outra cidade onde viver seria Amesterdão.
No regresso passei por Roterdão, mas fiz a asneira de sair pelo lado errado da estação de comboios - fui para o interior em vez de ir para o lado do porto e acabei por perder as vistas mais espectaculares da cidade. Vi a câmara municipal, uma igreja e mais uns quantos locais históricos, mas não vi a Roterdão mais característica. Quando me apercebi do erro (não tinha um mapa da cidade comigo) já não tinha tempo para o corrigir, porque tinha mesmo que apanhar o comboio. A culpa foi do meu entusiasmo por Amesterdão que me levou a ficar lá mais horas do que tinha planeado em detrimento da visita a Roterdão.
Luxembourg e Namur
No caminho para o Luxemburgo passei por Namur, outra bela cidadezinha belga, na Walónia. Descobri que as coisas mais interessantes desta cidade ficam nos arredores, mas mais uma vez por falta de tempo não pude vê-las e fiquei-me pelo centro da cidade. Quando cheguei ao Luxemburgo já estava de rastos depois de vários dias de caminhadas intensas e decidi gastar um pouco de dinheiro naquelas viagens de autocarro de 2 andares e de comboiozinho para turistas. Acabou por ser bem divertido e útil, porque vi as tais belezas dos arredores da cidade que a pé nunca teria tempo nem energia para explorar. No final ainda tive tempo para percorrer a pé o centro da cidade.
Fiquei surpreendida com o Luxemburgo, não era nada do que eu estava à espera, muito menos impressionante do que eu imaginava, mas é possível que fazer turismo em série até ao ponto da exaustão tenha dado cabo da minha capacidade de apreciar verdadeiramente as paisagens.
Algumas das principais atracções do Luxemburgo: Instituto Camões, Banco Totta, CGD... Just kidding ;) Mas é estranho notar que apesar da forte presença portuguesa que, aliás, estes bancos e institutos realçam bastante bem, não se ouve falar português nas ruas. Parece haver muito mais portugueses em Bruxelas que no Luxemburgo, possivelmente porque os portugueses no Luxemburgo já há muito tempo que não falam português a não ser quando vêm de férias a Portugal (e mesmo nessas alturas, geralmente preferem falar em francês ou alemão, para mostrarem "que não são de cá").
Mais Bruxelas e Brugge
Entretanto a minha mamã foi até Bruxelas ajudar-me a empacotar a tralha e eu preparei uma semaninha de divertimento intenso para ela. Revisitei com ela os principais locais de Bruxelas e levei-a a uns quantos sítios que eu própria ainda não conhecia. Fomos também a Brugge, onde assistimos a um desfile anual fantástico.
Fartei-me de tirar fotos memoráveis. Umas boas centenas.
Recebi algumas críticas pela minha opção de passar perto de 3 semanas a correr dum lado para o outro que nem uma maluca em vez de relaxar num único local como se faz numas verdadeiras férias. Mas não me arrependo da opção. Andei metade do tempo com dores nas pernas e bolhas nos pés e muitas vezes ao fim do dia já não conseguia apreciar nada com o desejo de voltar para casa e ir dormir, mas eu queria ver o máximo possível enquanto tinha a oportunidade ali à mão. Acredito que oportunidades não faltarão, mas isso não é razão para desperdiçar uma que seja.
Em 26 anos só tinha estado em Portugal, em Espanha e um dia e meio em Paris, mas num só ano conheci mais 8 países (mesmo que nem todos com grande profundidade...). A riqueza dessa experiência valeu bem as dores físicas.
Lille e Tournai
Lille fica na França, perto da fronteira com a Bélgica e Tournai fica na Bélgica no caminho para lá. Gostei de Lille, mas Tournai é bem mais encantadora.
Já posso acrescentar mais uma grande cidade francesa à minha lista de visitas, mas quase valia mais a pena ter-me ficado por Tournai e tê-la explorado mais a fundo.
Nesta viagem apercebi-me de que já me considerava mais belga que portuguesa, porque alguém me perguntou a minha nacionalidade e eu ia dizer belg... ups. Mais tarde na viagem de regresso senti uma pontinha de ofendimento quando um francês no banco da frente que claramente ia à Bélgica pela 1ª vez, insistia que a Bélgica é 5 ou 6 vezes mais pequena que o Luxemburgo e que nem devia ser um país. "Pegue num mapa, homem!!!"
Amesterdão e Roterdão
Amesterdão é quase de certeza a cidade mais feliz do mundo, pelo menos dentre aquelas que eu já tive o privilégio de conhecer. A liberdade que as pessoas usufruem em Amesterdão para se exprimirem, para serem o que são, sem complexos, sem tabus, dá origem a uma alegria e a uma criatividade que se sentem no ar. O ar vibra de sentimentos positivos e deve ser difícil não ser contagiado por eles. A seguir a Bruxelas, se tivesse que escolher outra cidade onde viver seria Amesterdão.
No regresso passei por Roterdão, mas fiz a asneira de sair pelo lado errado da estação de comboios - fui para o interior em vez de ir para o lado do porto e acabei por perder as vistas mais espectaculares da cidade. Vi a câmara municipal, uma igreja e mais uns quantos locais históricos, mas não vi a Roterdão mais característica. Quando me apercebi do erro (não tinha um mapa da cidade comigo) já não tinha tempo para o corrigir, porque tinha mesmo que apanhar o comboio. A culpa foi do meu entusiasmo por Amesterdão que me levou a ficar lá mais horas do que tinha planeado em detrimento da visita a Roterdão.
Luxembourg e Namur
No caminho para o Luxemburgo passei por Namur, outra bela cidadezinha belga, na Walónia. Descobri que as coisas mais interessantes desta cidade ficam nos arredores, mas mais uma vez por falta de tempo não pude vê-las e fiquei-me pelo centro da cidade. Quando cheguei ao Luxemburgo já estava de rastos depois de vários dias de caminhadas intensas e decidi gastar um pouco de dinheiro naquelas viagens de autocarro de 2 andares e de comboiozinho para turistas. Acabou por ser bem divertido e útil, porque vi as tais belezas dos arredores da cidade que a pé nunca teria tempo nem energia para explorar. No final ainda tive tempo para percorrer a pé o centro da cidade.
Fiquei surpreendida com o Luxemburgo, não era nada do que eu estava à espera, muito menos impressionante do que eu imaginava, mas é possível que fazer turismo em série até ao ponto da exaustão tenha dado cabo da minha capacidade de apreciar verdadeiramente as paisagens.
Algumas das principais atracções do Luxemburgo: Instituto Camões, Banco Totta, CGD... Just kidding ;) Mas é estranho notar que apesar da forte presença portuguesa que, aliás, estes bancos e institutos realçam bastante bem, não se ouve falar português nas ruas. Parece haver muito mais portugueses em Bruxelas que no Luxemburgo, possivelmente porque os portugueses no Luxemburgo já há muito tempo que não falam português a não ser quando vêm de férias a Portugal (e mesmo nessas alturas, geralmente preferem falar em francês ou alemão, para mostrarem "que não são de cá").
Mais Bruxelas e Brugge
Entretanto a minha mamã foi até Bruxelas ajudar-me a empacotar a tralha e eu preparei uma semaninha de divertimento intenso para ela. Revisitei com ela os principais locais de Bruxelas e levei-a a uns quantos sítios que eu própria ainda não conhecia. Fomos também a Brugge, onde assistimos a um desfile anual fantástico.
Fartei-me de tirar fotos memoráveis. Umas boas centenas.
Recebi algumas críticas pela minha opção de passar perto de 3 semanas a correr dum lado para o outro que nem uma maluca em vez de relaxar num único local como se faz numas verdadeiras férias. Mas não me arrependo da opção. Andei metade do tempo com dores nas pernas e bolhas nos pés e muitas vezes ao fim do dia já não conseguia apreciar nada com o desejo de voltar para casa e ir dormir, mas eu queria ver o máximo possível enquanto tinha a oportunidade ali à mão. Acredito que oportunidades não faltarão, mas isso não é razão para desperdiçar uma que seja.
Em 26 anos só tinha estado em Portugal, em Espanha e um dia e meio em Paris, mas num só ano conheci mais 8 países (mesmo que nem todos com grande profundidade...). A riqueza dessa experiência valeu bem as dores físicas.


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