Bruxelas continua a ser a minha cidade europeia favorita, mas o Japão passou oficialmente a ser o meu país favorito e Tokyo destronou Bruxelas do ranking mundial.
O que mais me impressionou em Tokyo foi o silêncio. Quando acordei pela manhã e saí à rua, perto de um cruzamento super movimentado, apercebi-me "Uau, que silêncio!" Tokyo não é uma cidade com muito trânsito e os condutores são tão civilizados que nunca ouvimos buzinadelas ou acelerações desnecessárias. Os carros circulam pacificamente e nos sinais, muitas vezes os condutores desligam os motores dos carros, pelo que por vezes se conseguem mesmo ouvir as cigarras.
Nagoya foi a primeira cidade em que senti aquele cheiro maravilhoso a terra molhada quando chovia. Parecia que estava no campo e no entanto não havia assim tantos parques ou canteiros. Parecia que o próprio asfalto libertava aquele cheiro. Foi estranho e encantador.
No Japão praticamente não existem caixotes do lixo. São mais difíceis de encontrar que uma Geisha. No entanto também não se vê qualquer tipo de lixo no chão. Os japoneses têm o hábito super-civilizado de não comerem ou beberem enquanto andam de um lado para o outro - uma das situações que geralmente origina mais resíduos que depois precisamos depositar nas papeleiras - e só fumam nas zonas designadas - espécie de pontos de encontro com cinzeiros gigantes que se encontram nalguns passeios das principais ruas - por isso não espalham beatas por todo o lado.
Contrariamente aos caixotes do lixo, existem casas de banho públicas gratuitas em todo o lado e limpas! Um hábito que os europeus estão a perder e que salva-vidas. Não sei o que seria de mim sem as mil casas de banho públicas a que recorri ao longo de duas semanas. Na maioria delas já se encontram retretes "western style", como eles lhes chamam, apesar de não serem nada semelhantes às nossas, porque são high-tech, com jactos de água, sons (para abafar os nossos "sons corporais") e assentos aquecidos, mas também ainda é comum verem-se retretes tradicionais japonesas. De uma coisa tenho a certeza, elas ajudam os japoneses a estarem em forma, porque é preciso força nas canetas para estar agachado daquela maneira durante algum tempo.
Os japoneses esperam em fila para entrar no comboio e no metro e deixam as outras pessoas saírem calmamente antes de tentarem entrar. Claro que nas horas de ponta têm de ser empurrados e completamente esborrachados uns contra os outros para viajarem tipo sardinha em lata, mas mesmo nessas ocasiões não se empurram tanto como nós em hora normal no metro.
Os revisores no comboio fazem uma vénia aos passageiros sentados antes de abrirem a porta da carruagem e seguirem para a próxima. Exagerado? Eu acho que é exactamente o tipo de demonstração de respeito e de disciplina que deveríamos começar a cultivar se queremos algum dia evoluir enquanto povo. A subserviência não é boa e eles também têm muito disso, mas pessoas comuns fazendo vénias a outras pessoas comuns, demonstrando que respeitam o simples facto da sua existência e presença, parece-me um gesto básico de cidadania. Nós não temos esse respeito e atenção uns pelos outros, estamos habituados a passar ao lado, imersos no nosso mundinho, sem ligar ao facto de haverem outros seres humanos à nossa volta. Assim focados no nosso umbigo, explodimos perante qualquer interferência desses seres humanos com o nosso universo ego-centrado.
Não sei se é regra geral em todas as escolas, mas disseram-me que os alunos japoneses ficam na escola depois das aulas para limparem a sala de aula ou o campo de jogos. Claro que se estivesse no lugar deles quereria ir a correr para casa ou para o centro comercial com os amigos, mas dentro do contexto certo, este tipo de disciplina faz a diferença entre ser-se português e ser-se japonês quando crescemos. Eu já decidi que voto num primeiro-ministro japonês que nos queira vir governar.
Nenhum país ou povo é perfeito e os japoneses também têm as suas maluqueiras, nomeadamente matarem-se a trabalhar, terem umas taras sexuais exacerbadas e não estarem nem aí para os direitos dos animais.
O metro e o comboio estão tão cheios às 23h ou à meia noite como os nossos estão em hora de ponta. E não com jovens que vão para a farra, mas com homens e senhoras de fato e pasta na mão acabados de sair do emprego. Muitos deles adormecem sentados, o que aliás parece ser um passatempo generalizado. Os que não adormecem, escrevem freneticamente mensagens nos telemóveis ou - vá lá - lêem! Talvez cerca de 20% durmam, 40% "textam" e uns 20% lêem. Os restantes olham para o tecto... Às 5 da manhã de sábado o mesmo cenário: parece hora de ponta, imensa gente engravatada, miúdos vestidos de uniforme escolar - será que têm aulas ao sábado? Ficou por esclarecer, mas sei que estão envolvidos em desportos de equipa e outras actividades extra-curriculares. Descanso, parece que só mesmo ao domingo..
Existem carruagens só para senhoras nas horas de ponta e zonas com lugares só para senhoras nos autocarros, porque muitos japonesinhos com as hormonas aos saltos gostam de aproveitar o caos reinante para meterem as mãozinhas anonimamente por baixo das saias plissadas das meninas.
As taras sexuais dos japoneses estão presentes um pouco por todo o lado - no hentai que se vende como pipocas, nos cafés e casinos com shows de meninas vestidas de criadinhas, na fantasia obsessiva pelo look colegial sobre o qual se escrevem volumes e nas inúmeras lojas de fantasias sexuais e bonecas hiper-realistas... Mas a única coisa que me chocou foi ter-me deparado com a total falta de limites ou separação entre a fantasia saudável e o que é para nós inaceitável. Entrei numa loja que me parecia dirigida a adolescentes pop, com música de girls band a tocar e posters de meninas em uniforme colegial, para me ver perdida entre corredores de DVDs com meninas de 10-12 anos em bikini e semi-nuas. O conteúdo era óbvio e deixou-me boquiaberta. O Tengyo disse-me que no Japão não existe o conceito de pedofilia como no Ocidente. Certas coisas que nós consideramos crimes escandalosos, para eles é apenas uma fantasia sexual. Ele não estava orgulhoso, até se mostrou incomodado e disse que muita gente mais nova já não aceita tal coisa, mas disse que no Japão este tipo de coisa ainda é normal.
O que mais me impressionou em Tokyo foi o silêncio. Quando acordei pela manhã e saí à rua, perto de um cruzamento super movimentado, apercebi-me "Uau, que silêncio!" Tokyo não é uma cidade com muito trânsito e os condutores são tão civilizados que nunca ouvimos buzinadelas ou acelerações desnecessárias. Os carros circulam pacificamente e nos sinais, muitas vezes os condutores desligam os motores dos carros, pelo que por vezes se conseguem mesmo ouvir as cigarras.
Nagoya foi a primeira cidade em que senti aquele cheiro maravilhoso a terra molhada quando chovia. Parecia que estava no campo e no entanto não havia assim tantos parques ou canteiros. Parecia que o próprio asfalto libertava aquele cheiro. Foi estranho e encantador.
No Japão praticamente não existem caixotes do lixo. São mais difíceis de encontrar que uma Geisha. No entanto também não se vê qualquer tipo de lixo no chão. Os japoneses têm o hábito super-civilizado de não comerem ou beberem enquanto andam de um lado para o outro - uma das situações que geralmente origina mais resíduos que depois precisamos depositar nas papeleiras - e só fumam nas zonas designadas - espécie de pontos de encontro com cinzeiros gigantes que se encontram nalguns passeios das principais ruas - por isso não espalham beatas por todo o lado.
Contrariamente aos caixotes do lixo, existem casas de banho públicas gratuitas em todo o lado e limpas! Um hábito que os europeus estão a perder e que salva-vidas. Não sei o que seria de mim sem as mil casas de banho públicas a que recorri ao longo de duas semanas. Na maioria delas já se encontram retretes "western style", como eles lhes chamam, apesar de não serem nada semelhantes às nossas, porque são high-tech, com jactos de água, sons (para abafar os nossos "sons corporais") e assentos aquecidos, mas também ainda é comum verem-se retretes tradicionais japonesas. De uma coisa tenho a certeza, elas ajudam os japoneses a estarem em forma, porque é preciso força nas canetas para estar agachado daquela maneira durante algum tempo.Os japoneses esperam em fila para entrar no comboio e no metro e deixam as outras pessoas saírem calmamente antes de tentarem entrar. Claro que nas horas de ponta têm de ser empurrados e completamente esborrachados uns contra os outros para viajarem tipo sardinha em lata, mas mesmo nessas ocasiões não se empurram tanto como nós em hora normal no metro.
Os revisores no comboio fazem uma vénia aos passageiros sentados antes de abrirem a porta da carruagem e seguirem para a próxima. Exagerado? Eu acho que é exactamente o tipo de demonstração de respeito e de disciplina que deveríamos começar a cultivar se queremos algum dia evoluir enquanto povo. A subserviência não é boa e eles também têm muito disso, mas pessoas comuns fazendo vénias a outras pessoas comuns, demonstrando que respeitam o simples facto da sua existência e presença, parece-me um gesto básico de cidadania. Nós não temos esse respeito e atenção uns pelos outros, estamos habituados a passar ao lado, imersos no nosso mundinho, sem ligar ao facto de haverem outros seres humanos à nossa volta. Assim focados no nosso umbigo, explodimos perante qualquer interferência desses seres humanos com o nosso universo ego-centrado.
Não sei se é regra geral em todas as escolas, mas disseram-me que os alunos japoneses ficam na escola depois das aulas para limparem a sala de aula ou o campo de jogos. Claro que se estivesse no lugar deles quereria ir a correr para casa ou para o centro comercial com os amigos, mas dentro do contexto certo, este tipo de disciplina faz a diferença entre ser-se português e ser-se japonês quando crescemos. Eu já decidi que voto num primeiro-ministro japonês que nos queira vir governar.
Nenhum país ou povo é perfeito e os japoneses também têm as suas maluqueiras, nomeadamente matarem-se a trabalhar, terem umas taras sexuais exacerbadas e não estarem nem aí para os direitos dos animais.
O metro e o comboio estão tão cheios às 23h ou à meia noite como os nossos estão em hora de ponta. E não com jovens que vão para a farra, mas com homens e senhoras de fato e pasta na mão acabados de sair do emprego. Muitos deles adormecem sentados, o que aliás parece ser um passatempo generalizado. Os que não adormecem, escrevem freneticamente mensagens nos telemóveis ou - vá lá - lêem! Talvez cerca de 20% durmam, 40% "textam" e uns 20% lêem. Os restantes olham para o tecto... Às 5 da manhã de sábado o mesmo cenário: parece hora de ponta, imensa gente engravatada, miúdos vestidos de uniforme escolar - será que têm aulas ao sábado? Ficou por esclarecer, mas sei que estão envolvidos em desportos de equipa e outras actividades extra-curriculares. Descanso, parece que só mesmo ao domingo..
Existem carruagens só para senhoras nas horas de ponta e zonas com lugares só para senhoras nos autocarros, porque muitos japonesinhos com as hormonas aos saltos gostam de aproveitar o caos reinante para meterem as mãozinhas anonimamente por baixo das saias plissadas das meninas.
As taras sexuais dos japoneses estão presentes um pouco por todo o lado - no hentai que se vende como pipocas, nos cafés e casinos com shows de meninas vestidas de criadinhas, na fantasia obsessiva pelo look colegial sobre o qual se escrevem volumes e nas inúmeras lojas de fantasias sexuais e bonecas hiper-realistas... Mas a única coisa que me chocou foi ter-me deparado com a total falta de limites ou separação entre a fantasia saudável e o que é para nós inaceitável. Entrei numa loja que me parecia dirigida a adolescentes pop, com música de girls band a tocar e posters de meninas em uniforme colegial, para me ver perdida entre corredores de DVDs com meninas de 10-12 anos em bikini e semi-nuas. O conteúdo era óbvio e deixou-me boquiaberta. O Tengyo disse-me que no Japão não existe o conceito de pedofilia como no Ocidente. Certas coisas que nós consideramos crimes escandalosos, para eles é apenas uma fantasia sexual. Ele não estava orgulhoso, até se mostrou incomodado e disse que muita gente mais nova já não aceita tal coisa, mas disse que no Japão este tipo de coisa ainda é normal.
Também normal e muito na moda são peles de animais. Enquanto que na Europa,os casacos de peles são cada vez mais associados a tias ricas e com mau gosto, no Japão é uma grande moda entre as rapariguinhas. Vi à venda peles de raposa - daquelas com cabeça e tudo - por entre as roupas mais in e não havia quase nenhuma japonesa que não tivesse um bocado de pele enrolado ao pescoço, na mala e até uma cauda de um qualquer animal peludo a servir de porta-chave. Como é que se hão-de preocupar com a caça à baleia se têm uma tão grande insensibilidade para o sofrimento dos bichos vítimas da moda? Atenção, os ocidentais não são muito melhores nisso, porque cada vez mais acham as peles de mau gosto, mas usam cabedal sem pensar duas vezes, mas já estão um pequeno passo à frente.
Para terminar resta dizer que os japoneses são muito disciplinados e muito cordiais, mas como tudo isso lhes é imposto pela sociedade desde pequenos, não quer dizer que sejam sinceros. e por vezes, talvez por cansaço, quebram completamente o hábito instaurado e fazem o oposto daquilo que é suposto fazerem. Detecta-se muita hipocrisia lá pelo meio. Apesar de estarem prontos a ajudar se formos turistas em apuros, uma pequena rapariga japonesa na mesma situação pode ser completamente ignorada pelos seus compatriotas, talvez porque a cortesia e respeito só entre em acção quando lhes interessa - para impressionar um turista, porque se tratam de clientes de um determinado serviço, etc.
Não deixam lixo em lado nenhum e são loucos por observar as árvores em flor ou em mudança de cor outonal, mas se virem os sacos do lixo que eles deixam à porta para serem incinerados (quase não reciclam), vão ficar parvos com a quantidade de coisas perfeitamente boas que eles deitam fora só porque já passaram de moda, sofreram upgrade ou ocupam espaço - nós também o fazemos, mas do pouco que vi, parece-me que eles fazem pior. Têm muito a atitude NIMBY (not in my backyard) que ficou claramente demonstrada quando o vizinho idoso do Daul e da Sayaka foi apanhado em flagrante a atirar com o seu lixo para o quintal deles.

Quando me vim embora não senti grande emoção. Talvez por estar bastante cansada, mas também por estar decidida a não fazer nenhum drama daquele momento.
Mas à medida que me afasto daqueles dias de viagem, cada vez mais as memórias desses dias se assemelham a um sonho. Por vezes já parece demasiado incrível para ter acontecido e perante isso sinto então a emoção que não senti na partida - aquele quase desespero de não poder agarrar um momento no espaço-tempo e ficar nele para sempre. Mas tudo muda, tudo passa e nada dura para sempre. O lado positivo disso é que tal significa que posso sempre lá voltar.
Ainda há uma série de coisas que não vi ou experimentei enquanto estive no Japão:
- jogar pachinko (estive em alguns estabelecimentos, mas não aguentei o barulho mais de 2 minutos)
- cantar num bar de karaoke (não arranjei companhia)
- fazer um retiro num mosteiro zen (exige estadia mais prolongada)
- vestir-me de um personagem anime e participar numa convenção de cosplay (tem que ser na altura certa do ano)
- vestir-me de maiko ou geisha e fazer uma sessão fotográfica e/ou passear-me assim nas ruas (era caríssimo)
- vestir-me de samurai e fazer o mesmo que em cima
- relaxar num onsen (esteve ao meu alcance, mas nunca tive tempo)
- percorrer os restaurantes especializados em tofu (infelizmente nunca encontrei nenhum quando estava com fome)
- ir aos cafés onde somos servidos por meninas vestidas de criadas francesas
- ....
E acho que a lista se poderia prolongar indefinidamente, porque há tanto que eu ainda quero fazer no Japão.
Para terminar resta dizer que os japoneses são muito disciplinados e muito cordiais, mas como tudo isso lhes é imposto pela sociedade desde pequenos, não quer dizer que sejam sinceros. e por vezes, talvez por cansaço, quebram completamente o hábito instaurado e fazem o oposto daquilo que é suposto fazerem. Detecta-se muita hipocrisia lá pelo meio. Apesar de estarem prontos a ajudar se formos turistas em apuros, uma pequena rapariga japonesa na mesma situação pode ser completamente ignorada pelos seus compatriotas, talvez porque a cortesia e respeito só entre em acção quando lhes interessa - para impressionar um turista, porque se tratam de clientes de um determinado serviço, etc.
Não deixam lixo em lado nenhum e são loucos por observar as árvores em flor ou em mudança de cor outonal, mas se virem os sacos do lixo que eles deixam à porta para serem incinerados (quase não reciclam), vão ficar parvos com a quantidade de coisas perfeitamente boas que eles deitam fora só porque já passaram de moda, sofreram upgrade ou ocupam espaço - nós também o fazemos, mas do pouco que vi, parece-me que eles fazem pior. Têm muito a atitude NIMBY (not in my backyard) que ficou claramente demonstrada quando o vizinho idoso do Daul e da Sayaka foi apanhado em flagrante a atirar com o seu lixo para o quintal deles.
Quando me vim embora não senti grande emoção. Talvez por estar bastante cansada, mas também por estar decidida a não fazer nenhum drama daquele momento.
Mas à medida que me afasto daqueles dias de viagem, cada vez mais as memórias desses dias se assemelham a um sonho. Por vezes já parece demasiado incrível para ter acontecido e perante isso sinto então a emoção que não senti na partida - aquele quase desespero de não poder agarrar um momento no espaço-tempo e ficar nele para sempre. Mas tudo muda, tudo passa e nada dura para sempre. O lado positivo disso é que tal significa que posso sempre lá voltar.
Ainda há uma série de coisas que não vi ou experimentei enquanto estive no Japão:
- jogar pachinko (estive em alguns estabelecimentos, mas não aguentei o barulho mais de 2 minutos)
- cantar num bar de karaoke (não arranjei companhia)
- fazer um retiro num mosteiro zen (exige estadia mais prolongada)
- vestir-me de um personagem anime e participar numa convenção de cosplay (tem que ser na altura certa do ano)
- vestir-me de maiko ou geisha e fazer uma sessão fotográfica e/ou passear-me assim nas ruas (era caríssimo)
- vestir-me de samurai e fazer o mesmo que em cima
- relaxar num onsen (esteve ao meu alcance, mas nunca tive tempo)
- percorrer os restaurantes especializados em tofu (infelizmente nunca encontrei nenhum quando estava com fome)
- ir aos cafés onde somos servidos por meninas vestidas de criadas francesas
- ....
E acho que a lista se poderia prolongar indefinidamente, porque há tanto que eu ainda quero fazer no Japão.


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