Cheguei ontem de Itália onde estive uma semana a participar num seminário da IFOAM-EU. O seminário teve lugar em Bari, no sudeste de Itália, na região de Puglia, mas apesar de haver um aeroporto em Bari eu fui até Roma e de lá apanhei comboio para Bari. Desta forma pude conhecer Roma! E que bem que valeu a pena!!! Vi o Coliseu, o Fórum Romano, a Praça de São Pedro, a Fontana di Trevi e mais, muito mais!!!
O dia em que visitei Roma foi provavelmente o dia mais intensivo da minha vida. Esta foi a minha agenda do dia:
4h - táxi para a Gare du Midi
4h30 - autocarro da Gare du Midi para o aeroporto Charleroi a 1h de Bruxelas
5h30 - check-in no aeroporto
7h - avião para Roma-Ciampino
10h - autocarro para o centro de Roma a 1h de distância
11h - deixar a bagagem na estação Roma Termini
11h30 - começar a percorrer Roma a pé e de metro
15h30 - regresso à estação de comboios e partida para Bari
20h30 - chegada a Bari e táxi para o Instituto Agronómico de Bari
21h - mini-bus do Instituto para o hotel
21h30 - jantar no hotel com os outros participantes (nem sei como ainda consegui chegar a tempo do jantar!!!)
22h - últimos preparativos para o seminário
23h - acho que finalmente caí na cama, mas no dia seguinte às 7h já estava de pé
Uau, mas valeu a pena. Roma é lindíssima!!!
Durante os outros dias, apesar da participação no seminário, houve oportunidade de ver muita coisa em Puglia. Bari só é bonita no seu centro histórico que é de cortar a respiração. Nos arredores pude ver outras coisas bem interessantes:
- as áreas protegidas de olivais centenários com oliveiras que são verdadeiras obras de arte,
- Alberobello e os seus trullis (casinhas típicas muito bizarras com telhados cónicos) classificados como Património da Humanidade pela Unesco),
- o Castel del Monte (outro Património da Humanidade)
- as grutas de Castellana que me fazem acreditar que de facto é possível viver-se debaixo da terra...,
- as inúmeras terrinhas do sudeste italiano, onde é muito fácil entrar, mas de onde é impossível sair (não há quaisquer indicações de saída e as ruas formam labirintos que nos fazem andar em círculos durante horas)
- as inúmeras igrejas, palácios e becos incrivelmente bonitos e cheios de charme.
Em Bari tive ainda a oportunidade de visitar o castelo, onde jantámos numa das noites do seminário e de ver uma exposição de ovos Fabergé que por acaso anda a correr o mundo e sabe-se lá porquê parou no castelo de Bari. Dois seguranças fortemente armados e com coletes à prova de balas deixavam entrar 5 pessoas de cada vez na exposição e vigiavam cada movimento que fazíamos, mas apesar do desconforto de tanto controlo, foi excelente ter aquela oportunidade (gratuita para nós!) de ver os famosos ovinhos num castelo à noite - foi mágico.
Falta dizer que fiquei alojada num hotel de 4 estrelas. Chateia-me um bocado as coisas parvas que fazem nestes hotéis como substituírem todos os dias um sabonete que mal utilizámos, mas confesso que me soube muito bem ser tão bem tratada, como uma princesa!! E a comida, ai a comida!!! Acho que só 1 ou 2 outras vezes na minha vida comi coisas tão deliciosas. Tivémos direito a buffet vegetariano cozinhado no céu.
A única impressão negativa que trouxe de Itália foi a do seu horrível tráfego que, acreditem, consegue ser bem pior que o português. Total desrespeito pelos sinais vermelhos - os italianos simplesmente ignoram-nos e se alguém por acaso decide parar num, toda a gente o ultrapassa e segue caminho; linhas duplamente contínuas - é igual quer existam quer não; stops, limites de velocidade, passadeiras para peões, tudo isso é paisagem para os italianos. Em Roma, inicialmente estranhei que os semáforos não exibissem luz verde para os peões, apenas vermelho ou amarelo. Cinco minutos depois percebi porquê: é que não interessa realmente que sinal está luminoso, os condutores não olham para eles de qualquer maneira.
O guia italiano que nos guiou nas grutas de Castellana disse por entre várias piadas sobre os italianos e o Berlusconi, que a única regra de trânsito existente em Itália é "manter-se em movimento, não interessa quais as circunstâncias".
O dia em que visitei Roma foi provavelmente o dia mais intensivo da minha vida. Esta foi a minha agenda do dia:
4h - táxi para a Gare du Midi
4h30 - autocarro da Gare du Midi para o aeroporto Charleroi a 1h de Bruxelas
5h30 - check-in no aeroporto
7h - avião para Roma-Ciampino
10h - autocarro para o centro de Roma a 1h de distância
11h - deixar a bagagem na estação Roma Termini
11h30 - começar a percorrer Roma a pé e de metro
15h30 - regresso à estação de comboios e partida para Bari
20h30 - chegada a Bari e táxi para o Instituto Agronómico de Bari
21h - mini-bus do Instituto para o hotel
21h30 - jantar no hotel com os outros participantes (nem sei como ainda consegui chegar a tempo do jantar!!!)
22h - últimos preparativos para o seminário
23h - acho que finalmente caí na cama, mas no dia seguinte às 7h já estava de pé
Uau, mas valeu a pena. Roma é lindíssima!!!
Durante os outros dias, apesar da participação no seminário, houve oportunidade de ver muita coisa em Puglia. Bari só é bonita no seu centro histórico que é de cortar a respiração. Nos arredores pude ver outras coisas bem interessantes:
- as áreas protegidas de olivais centenários com oliveiras que são verdadeiras obras de arte,
- Alberobello e os seus trullis (casinhas típicas muito bizarras com telhados cónicos) classificados como Património da Humanidade pela Unesco),
- o Castel del Monte (outro Património da Humanidade)
- as grutas de Castellana que me fazem acreditar que de facto é possível viver-se debaixo da terra...,
- as inúmeras terrinhas do sudeste italiano, onde é muito fácil entrar, mas de onde é impossível sair (não há quaisquer indicações de saída e as ruas formam labirintos que nos fazem andar em círculos durante horas)
- as inúmeras igrejas, palácios e becos incrivelmente bonitos e cheios de charme.
Em Bari tive ainda a oportunidade de visitar o castelo, onde jantámos numa das noites do seminário e de ver uma exposição de ovos Fabergé que por acaso anda a correr o mundo e sabe-se lá porquê parou no castelo de Bari. Dois seguranças fortemente armados e com coletes à prova de balas deixavam entrar 5 pessoas de cada vez na exposição e vigiavam cada movimento que fazíamos, mas apesar do desconforto de tanto controlo, foi excelente ter aquela oportunidade (gratuita para nós!) de ver os famosos ovinhos num castelo à noite - foi mágico.
Falta dizer que fiquei alojada num hotel de 4 estrelas. Chateia-me um bocado as coisas parvas que fazem nestes hotéis como substituírem todos os dias um sabonete que mal utilizámos, mas confesso que me soube muito bem ser tão bem tratada, como uma princesa!! E a comida, ai a comida!!! Acho que só 1 ou 2 outras vezes na minha vida comi coisas tão deliciosas. Tivémos direito a buffet vegetariano cozinhado no céu.
A única impressão negativa que trouxe de Itália foi a do seu horrível tráfego que, acreditem, consegue ser bem pior que o português. Total desrespeito pelos sinais vermelhos - os italianos simplesmente ignoram-nos e se alguém por acaso decide parar num, toda a gente o ultrapassa e segue caminho; linhas duplamente contínuas - é igual quer existam quer não; stops, limites de velocidade, passadeiras para peões, tudo isso é paisagem para os italianos. Em Roma, inicialmente estranhei que os semáforos não exibissem luz verde para os peões, apenas vermelho ou amarelo. Cinco minutos depois percebi porquê: é que não interessa realmente que sinal está luminoso, os condutores não olham para eles de qualquer maneira.
O guia italiano que nos guiou nas grutas de Castellana disse por entre várias piadas sobre os italianos e o Berlusconi, que a única regra de trânsito existente em Itália é "manter-se em movimento, não interessa quais as circunstâncias".

