Tive uma série de sonhos em que estava num avião a caminho do Japão. Como estava cheia de sede e consciente de estar a sonhar, tentei acordar para beber água mas sempre que abria os olhos, dava comigo a reviver exactamente o mesmo sonho do princípio - nuns era de noite, noutros a luz entrava pelas janelas do avião, mas o cenário era sempre o mesmo e a sequência de acontecimentos também. Após 3 ou 4 tentativas de acordar ou pelo menos mudar de sonho para quebrar aquele "loop", tive um sonho em que finalmente bebi a minha água e acabei mesmo por aterrar no Japão... E ainda cá estou, com o ouvido interno a flutuar a 11.000 metros e com o relógio biológico a dizer-me que eram horas de dormir durante todo o dia e agora que é noite é que é tempo de acordar.
Estou numa Ryokan (estalagem tradicional japonesa), já descansei no meu futon e agora estou no meu quimono sentadinha ao estilo seiza com o laptop numa mesa baixinha,.
Ainda não experimentei o onsen (banho público) aqui na Ryokan, mas parece-me delicioso. Sò tenho que perder a vergonha de estar em pelota a partilhar a banheira com outras senhoras - felizmente este aqui tem separação de sexos, mas há locais onde são unisexo e isso para mim já seria esticar a corda.
Tomei um duche na casa de banho super-engraçada do quarto - é um módulo único tipo WC portátil instalado no quarto. Parece uma casa de banho de avião ou comboio, mas com chuveiro incluído e claro, daquelas sanitas que nos lavam o rabinho (que também ainda não experimentei).
Neste momento estou fascinada com as regras matemáticas por trás dos tatami: as salas são feitas à medida de um certo número de tatami (e não o contrário) e o tamanho dos tatami varia de região para região. Imaginem se fôssemos assim tão rigorosos com os tamanho dos nossos tapetes.
Entre as inúmeras regras de etiqueta que estudei antes de vir, já falhei na aplicação de algumas. Cometi o erro grave de ao acordar no avião assoar o nariz ruidosamente, o que parei imediatamente de fazer assim que vi várias cabeças a virarem-se para ver quem tinha sido o sacrilego. Por outro lado o rapaz sentado ao meu lado fartou-se de libertar flatulências, com alguns efeitos sonoros (eu tinha tampões nos ouvidos e mesmo assim ouvi) e ninguém pareceu demasiado incomodado com isso.
Outra regra que quebrei foi pousar a nota para pagar o alojamento, em cima do balcão e o senhor que me atendia fez uma exclamação qualquer muito aguda, que me fez sentir extremamente culpada não sei bem de quê. O senhor pegou na nota com as duas mãos, fez uma vénia enquanto dizia algo em japonês e levou a nota com as duas mãos estendidas até à sala do lado, voltando com o troco que me entregou da mesma forma, com muita reverência. Dessa vez já peguei com as duas mãos, com um ar muito humilde e agradecido e muitas vénias à mistura.
Ainda não percebi muito bem a filosofia por trás disto, apenas sei que devemos sempre dar e receber seja o que for com as duas mãos e que as vénias nunca são demais.
Agora vou recuperar mais um pouco do jet lag e comer qualquer coisa, de preferência nada demasiado esquisito para começar.
Estou numa Ryokan (estalagem tradicional japonesa), já descansei no meu futon e agora estou no meu quimono sentadinha ao estilo seiza com o laptop numa mesa baixinha,.
Ainda não experimentei o onsen (banho público) aqui na Ryokan, mas parece-me delicioso. Sò tenho que perder a vergonha de estar em pelota a partilhar a banheira com outras senhoras - felizmente este aqui tem separação de sexos, mas há locais onde são unisexo e isso para mim já seria esticar a corda.
Tomei um duche na casa de banho super-engraçada do quarto - é um módulo único tipo WC portátil instalado no quarto. Parece uma casa de banho de avião ou comboio, mas com chuveiro incluído e claro, daquelas sanitas que nos lavam o rabinho (que também ainda não experimentei).
Neste momento estou fascinada com as regras matemáticas por trás dos tatami: as salas são feitas à medida de um certo número de tatami (e não o contrário) e o tamanho dos tatami varia de região para região. Imaginem se fôssemos assim tão rigorosos com os tamanho dos nossos tapetes.
Entre as inúmeras regras de etiqueta que estudei antes de vir, já falhei na aplicação de algumas. Cometi o erro grave de ao acordar no avião assoar o nariz ruidosamente, o que parei imediatamente de fazer assim que vi várias cabeças a virarem-se para ver quem tinha sido o sacrilego. Por outro lado o rapaz sentado ao meu lado fartou-se de libertar flatulências, com alguns efeitos sonoros (eu tinha tampões nos ouvidos e mesmo assim ouvi) e ninguém pareceu demasiado incomodado com isso.
Outra regra que quebrei foi pousar a nota para pagar o alojamento, em cima do balcão e o senhor que me atendia fez uma exclamação qualquer muito aguda, que me fez sentir extremamente culpada não sei bem de quê. O senhor pegou na nota com as duas mãos, fez uma vénia enquanto dizia algo em japonês e levou a nota com as duas mãos estendidas até à sala do lado, voltando com o troco que me entregou da mesma forma, com muita reverência. Dessa vez já peguei com as duas mãos, com um ar muito humilde e agradecido e muitas vénias à mistura.
Ainda não percebi muito bem a filosofia por trás disto, apenas sei que devemos sempre dar e receber seja o que for com as duas mãos e que as vénias nunca são demais.
Agora vou recuperar mais um pouco do jet lag e comer qualquer coisa, de preferência nada demasiado esquisito para começar.



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