Monday, October 09, 2006

Balanço

Passou um mês desde que aqui cheguei, mas parece-me que sempre cá estive. É uma sensação estranha. Como se toda a minha vida até aqui fosse na verdade uma vida anterior e não houvesse uma continuidade com esta vida presente. A viagem de avião foi literal e figurativamente uma ascensão ao céu e a passagem entre uma vida e a outra.
Desde o início que não me sinto num país estrangeiro. Sinto-me num outro tempo, num outro planeta, num mundo paralelo, numa outra existência?
Nos primeiros dias, penso que o meu cérebro teve algumas dificuldades de adaptação, pois todos os pontos de referência desapareceram de uma vez só. Por causa disso tive sonhos angustiantes de que continuava em Portugal e que tudo o que se passava de dia na Bélgica é que era um sonho do qual eu precisava acordar. Mas não foi nada de mais e já está ultrapassado.

Tenho escrito muito sobre as minhas actividades, mas ainda não falei muito sobre Bruxe1as e os bruxe1enses, porque tenho estado a fazer uma lista de observações das coisas boas, das coisas menos boas e das coisas estranhas ou simplesmente engraçadas que por cá encontrei. Ainda faltam referir imensas coisas, mas decidi apresentar a lista que já tenho.


As coisas boas

Sacos de plástico - Quem quiser sacos de plástico no supermercado, tem que os pagar. Em contrapartida, os supermercados vendem carrinhos e sacos de vários tamanhos, em pano ou tela, para incentivar as pessoas a transportarem as suas compras para casa de forma mais sustentável.

Mercados e feiras - Há mercados e feiras em todo o lado, todos os dias e todo o tipo de pessoas os frequentam, levando consigo os seus carrinhos e sacos de pano. Parece-me a mim que são muito mais concorridos que os supermercados e não são apenas os pobres e os velhos que os frequentam, mas toda a gente (ok, o rei e a rainha e os comissários europeus não contam.

Produtos ecológicos - Não é uma regra geral, mas aqui muitos dos produtos ecológicos são mais baratos que os convencionais - pelo menos o papel reciclado, desde o papel higiénico ao de cadernos e resmas, estavam mais baratos que os convencionais num supermercado a que eu fui.

Produtos biológicos - Os produtos biológicos estão mais ou menos ao mesmo preço que os produtos convencionais no supermercado. Alguns são mais caros, outros são ao mesmo preço e alguns são mais baratos, como o caso dumas ervilhas congeladas bio que eu comprei e que eram mais baratas que as convencionais. Também são fáceis de encontrar e os supermercados têm-nos em abundância e diversidade e não apenas um ou dois num canto, a preços exorbitantes, como acontece em Portugal.

Lojas de 2ª mão - Ainda só conheço 3, mas elas abundam em Bruxe1as. Uma vende roupas dos anos 50, 60 e 70 a preço razoáveis (10-20 euros). Outra vende principalmente móveis, mas também peças de decoração, livros e cds e tem uma secção de antiguidades, mas os preços não são tão modestos, embora ainda assim sejam razoáveis. Doutra já eu falei (aquela que parece a Pollux) e é a mais interessante. Só vende coisas doadas e por isso os preços são incrivelmente baixos - a média dos preços do que eu já trouxe de lá deve rondar 1 euro. Esta loja tem objectivos humanitários. Acho que as pessoas que lá trabalham são todas pessoas carenciadas e os lucros de todas as vendas servem para sustentar uma série de projectos em Bruxe1as para pessoas carenciadas. E parece que têm imenso sucesso, que as pessoas doam imensas coisas - acho que eles vão a casa das pessoas buscar móveis e outros volumes.

Os transportes públicos - A rede de transportes é excelente e como me disse o Marco, não há razão nenhuma para uma pessoa andar de carro em Bruxelas. Comprei um passe anual de metro+bus+tram (metro+autocarro+eléctrico) e em 5 minutos já tinha na minha mão um passe com a minha foto, para poder usar estes 3 transportes livremente durante todo o ano. Alguma vez isto era possível em Portugal?

Eficiência - Ouvi muitas coisas sobre Bruxe1as e a sua burocracia, mas até agora ainda não vi essa burocracia em acção, pelo menos não a um ponto que me fizesse desesperar como acontece tão regularmente em Portugal. As pessoas são muito cuidadosas e fazem tudo "certinho",a bem da transparência e de evitar dúvidas. Mas são também rápidas e eficientes na maioria dos casos. Eu diria que há alguma burocracia, dado que é provavelmente o país com a governação mais complicada do mundo, mas por isso mesmo acho que está de parabéns. Ainda há dias comentei com alguém que Portugal, que fala uma só língua e tem um só governo, é a república das bananas que nós conhecemos, imagino que nunca teria saído da idade da pedra se tivesse a multiplicidade de línguas, comunidades e orgãos governativos que a Bélgica tem. Um destes dias falo um bocado do sistema belga só para verem o caos absoluto que seria se os portugueses tivessem que o pôr a funcionar.

A multi-etnicidade e multi-culturalidade - É muito raro ver por aqui "verdadeiros belgas". Há imensos indianos, chineses, japoneses, africanos, árabes, sul-americanos, franceses, ingleses, alemães, portugueses e tantas outras nacionalidades e etnias, que tenho muitas vezes a sensação de estar numa espécie de ilha no centro do mundo ou numa estação espacial das nações unidas e não num país específico.


As coisas menos boas

Os multibancos - Não há multibancos nesta cidade! Quer dizer, já encontrei um ou dois num espaço de um mês, mas para quem vem da terra dos multibancos, isso corresponde a nada! Quem quer levantar dinheiro tem que ir às caixas do seu próprio banco, caso contrário disseram-me que cada transacção numa outra caixa custa 80 cts (informação por confirmar). O pior é que as sucursais de cada banco também não abundam. Do banco em que abri conta também ainda só vi duas sucursais, felizmente uma delas é na mesma rua que o meu escritório.

Internet - Ciber-cafés nem vê-los. Já me disseram que há lojas onde podemos consultar a internet, em quase cada esquina da cidade, por apenas 20 cts/hora. Pois, isso é muito bonito, mas porque será que eu já corri metade da cidade e ainda não vi nem uma!!! Será que se escondem de mim, será que preciso de óculos? Também me disseram que há Wi-Fi por todo o lado e que só preciso de um portátil para aceder à net em qualquer lado. Mais uma vez, curiosamente, a teoria não se aplica ao meu caso particular porque eu não apanho rede em casa. Contactei o fornecedor de internet e disseram-me que só conseguiria apanhar o sinal a partir dum 6º andar para cima. Serão doidos? Tentei internet móvel (via rede telemóvel) disseram-me que por questões técnicas não podem satisfazer o meu pedido (pedi mais explicações e ainda não me deram), pedi internet via fio de electricidade (é verdade, existe! e é muito inovador!), mas disseram-me que a minha rua ainda não é coberta por este serviço. Se eu estivesse a morar num bairro da lata nos subúrbios da cidade, eu até compreendia tudo isto, mas estou numa avenida duma zona "bem", a dois passos do centro da cidade, como é isto possível? Só me resta internet por cabo e ADSL, que eu andava a evitar, porque envolve instalação de fios. Já pedi à Belgacom que viesse instalar um fio telefónico, mas tenho que esperar quase 2 meses para me fazerem esse favor...

Telemóveis - Comprar um telemóvel foi fácil, o mais difícil é carregá-lo. Habituada a carregar o telemóvel no multibanco, lá fui em busca de uma caixa e passado uma semana sem saldo lá encontrei uma, apenas para saber que as únicas opções disponíveis na caixa eram mudar o pin ou levantar dinheiro. Lá procurei então uma loja da Mobistar (a minha rede) e descobri que há um sistema qualquer que me permite fazer os carregamentos via telemóvel, mas para o activar não aceitam o meu cartão visa e exigem que eu tenha uma conta e um cartão de um banco belga (algo de que já tratei mais ainda estou à espera).

Recolha do lixo - Aqui faz-se recolha porta-a-porta. As pessoas têm que comprar sacos brancos, azuis e amarelos para lixo indiferenciado, embalagens e papel, respectivamente e colocá-los na rua nos dias de recolha de cada um. O desafio está em descobrir em que dias é que é recolhido o quê. Tentei perceber através do que as pessoas faziam - se via sacos amarelos na rua, anotava na agenda "dia de sacos amarelos" e por aí fora - mas depois a coisa complicou-se, porque aparentemente muitas pessoas não respeitam o calendário e põem o lixo na rua quando lhes apetece. Perguntei ao meu vizinho de cima e ele pareceu-me mais perdido nessa questão que eu e só contribuiu para me baralhar mais. Primeiro disse que sacos amarelos eram na 2ª feira, para depois dizer que eram amarelos e azuis, para depois dizer que se calhar era antes à 3ª... Continuo sem saber muito bem, mas como toda a gente põe os sacos amarelos e/ou azuis, às 2ª e às 3ª, eu faço o mesmo. Já procurei a informação na internet e até mesmo em folhetos da comuna sobre a separação do lixo e nem aí indicam o misterioso calendário dos sacos amarelos e azuis. Lá terei que fazer unstelefonemas...

Os aldrabões - Já por duas vezes me tentaram aldrabar com os trocos. Uma vez foi numa feira da ladra - um tipo vendia um ferro de engomar por 2.5 euros, eu dei-lhe 4, ele devolveu-me 50 cts e ficou à espera que eu não reparasse na falta de 1 euro. Mas eu reclamei e ele fez-se de tontinho e pediu muitas desculpas. Pior ainda foi numa banca de comida rápida, onde pedi um "diavoletto vegetariano" que custa 2.80 euros e eu só tinha uma nota de 50. O homem deu-me troco para 10 euros! Olhei para ele com os olhos esbugalhados a pensar que nunca um snack me tinha custado tão caro. Ele percebeu que eu não estava distraída nem era parvinha e também se desfez em desculpas e lá me deu o dinheiro. É preciso ter cuidado com estes tipos. Quando percebem que eu não falo francês muito bem devem achar que com sorte também não faço contas muito bem.

A xenofobia escondida - Ainda não aconteceu nada que me fizesse sentir mal-recebida por aqui, pelo contrário, acho que as diversas comunidades que habitam Bruxe1as vivem harmoniosamente e usufruem ao máximo da troca inter-cultural que aqui se proporciona. Mas há zunzuns de que os belgas não gostam muito dos não-belgas. Em Bruxe1as isso não se sente mas eventualmente é mais notório noutras regiões do país. Aqui os belgas são eles mesmos uma minoria, pelo que mesmo que não gostem, têm que aceitar que Bruxe1as já não é a capital do país deles, mas sim uma nação à parte - uma nação de nações.
Mas mesmo que houvesse xenofobia aberta e às claras, eu seria sempre um alvo improvável. Apenas quando abro a boca eles se apercebem que eu não sou belga e quando isso acontece, na maioria dos casos julgam que eu sou alemã. Quando sou apresentada às pessoas e não lhes é dito que eu sou portuguesa, elas pensam sempre, sempre que eu sou belga. Mesmo que toda a gente esteja a falar inglês no local, comigo tentam sempre começar uma conversa em francês e é engraçadíssimo quando explico que tenho muito gosto em praticar o meu francês, mas que essa não é a minha língua materna. E depois, claro, vem a pergunta inevitável se eu sou alemã. LOL

Os "europeus" - Numa outra categoria de xenofobia, está o desagrado dos belgas para com os "europeus". O Marco aconselhou-me a guardar sempre o crachá do Parlamento Europeu quando sair do seu "espaço protegido" para a "cidade lá fora", porque os belgas não gostam muito dos "europeus". Fiquei boquiaberta quando ele me disse que uma vez ele se esqueceu de guardar o crachá e que só se apercebeu disso quando notou que os belgas o tratavam de maneira diferente, mais rude e grosseira. Eu pensei que também pode ter sido porque achavam que ele se estava a exibir "Eh, olhem para mim! Eu vou ao Parlamento" (lol) e que isso poderia desagradar-lhes por não gostarem de exibicionistas, mas eu sei que os belgas nunca gostaram muito que a União Europeia viesse aterrar na terra deles. Ainda por cima há umas histórias estranhas sobre a construção do Parlamento (ou será da Comissão? Agora não me lembro) ter causado a destruição duma zona com valor arquitectónico ou histórico belga e que isso lhes ficou atravessado - e com toda a razão, penso eu.


As coisas estranhas ou simplesmente engraçadas

Marca branca - Aqui a marca do próprio supermercado nem sempre é mais barata que as outras marcas, por vezes é bastante mais cara, vá-se lá saber porquê...

Madame Pipi - As senhoras que supervisionam as casas de banho públicas e recebem as nossas moedinhas, aqui recebem o carinhoso nome de Madame Pipi.

Plaquinhas com nome - Acho que não é geral, mas por aqui usa-se muito as plaquinhas com os nomes dos residentes, na campaínha e na caixa de correio, em vez da indicação do andar e do dtº ou esqº. Mandar fazer estas plaquinhas, segundo me disseram, além de custar quase 15 euros,também demora algum tempo, tal é o número de encomendas. Já tenho uma plaquinha com o meu nome na campainha, mas felizmente não tive que a pagar, porque o senhorio assumiu essa responsabilidade. Acho que é uma questão de negócio, porque com a quantidade de pessoas que chegam e partem de Bruxe1as todos os anos, há sempre clientes para as plaquinhas. Disseram-me que não, que esquisito é não pôr o nome na porta, pois assim como sabemos que a correspondência chega ao destino? Tentei explicar que tanto se pode perder se indicarmos "nº53 - 3º direito" como se indicarmos "nº53 - Maria Joaquina", porque os erros acontecem na mesma, mas a minha opinião não foi compreendida.

C0uve-de-Bruxe1as - Há por cá couves-de-Bruxe1as e finalmente pude comê-las frescas em vez de congeladas como sempre as conheci. Mas estranhamente, estas couvinhas não são o símbolo vegetal de Bruxe1as, mas sim as endívias. Há por cá uma verdadeira adoração por endívias e os bruxe1enses gabam-se de ter mil e uma receitas com este vegetal. No mercado as senhoras acotovelavam-se numa banca de endívias como se lá estivessem a oferecer dinheiro.

Cães portáteis - Os bruxe1enses adoram cães mas, penso que por razões de economia de espaço, só os têm em tamanho mini, entre 25-50 cms de comprimento. Já vi dezenas e dezenas de pessoas a passearem os seus cãezinhos, mas apenas 3 cães "grandes", dos quais apenas 1 era realmente grande (um pastor-alemão) e os outros 2 eram de tamanho médio (tipo dálmata). Todos os outros cães que vi poderiam ser confundidos com gatos e nalguns casos extremos, com ratos... Nalguns bairros mais bem-equipados, no meio dos jardinzinhos que se encontram ao longo duma avenida, separando as estradas de sentido inverso, encontram-se casas de banho para cães - zonas cercadas, com areia para os cãezinhos fazerem os seus dejectos. Ocorreu-me que em Portugal estes wc caninos poderiam chamar-se Cócãos :)

Carrinhos de compras - Já falei um pouco sobre a necessidade de se ter um carrinho para se ir às compras em Bruxelas, mas ainda não sabia aonde se podiam comprar esses carrinhos. Finalmente descobri-os, nas lojas de malas e sapatos, em vários tamanhos, formas e padrões. O sucesso destes carrinhos é tal que há para todos os gostos e carteiras, desde os mais baratos a 20 euros aos modelos de luxo a 150 euros!!! Infelizmente os que têm a melhor razão qualidade/preço andam em redor dos 50 euros, mas inventiva como sempre sou, já estou a engendrar maneira de construir o meu próprio carrinho por menos de 10 euros ;)

Trocar o carro por uma bicicleta - Está a decorrer em Bruxe1as uma campanha que eu julgava que nunca ninguém teria coragem para lançar a não ser os ecologistas mais radicais que tivessem fumado umas passas. Está a ser proposto aos bruxe1enses que entreguem a placa de matrícula do seu carro, por uma ano, a troco de um passe gratuito anual para os transportes públicos. Quem quiser ser mais ousado, pode entregar o carro todo para ser destruído e nesse caso oferecem além do passe, uma bicicleta topo de gama. Eu pergunto-me, quem no seu perfeito juízo vai destruir o seu automóvel para receber uma bicicleta em troca? Só quem tenha um carro que esteja tão velho e a cair de poder, que o fosse entregar na sucata de qualquer maneira ou alguém que por acaso atingiu a iluminação recentemente e que tenha perdido todo o apego ao dinheiro e bens materiais. Que nos incentivem a não usar o carro exige coragem, mas que nos incentivem a destruí-lo é preciso loucura! Mas eu apoio a campanha, mais não seja porque é revolucionária!

5 comments:

Susana said...

Olá Irina,
Vi o teu blog através de um link da nokas.
Só um comentário, para perceberes exactmente como funciona a recolha do lixo na tua "commune", vai ver o site da commune de Etterbeek, na rúbrica Ambiente.
Normalmente, a recolha é dois dias por semana, um dia para todos os tipos de lixo (saco branco- lixo orgânico; saco azul-embalagens e saco amarelo-papéis)e outro dia (sexta ou sábado) só para os sacos brancos.
É só comprar os sacos certos e por à porta a partir das 18h do dia anterior.
Boa sorte!
Susana

I.Maia said...

Olá Susana. Obrigada, mas isso eu já sabia. As cores dos sacos, etc, porque já os uso há um mês. A questão é que os dias exactos de recolha não estão no site da comuna - pelo menos não estavam das últimas vezes que lá fui - mesmo na página onde explicam o que colocar em cada saco. Se não dizem lá, não acredito que digam noutro local do site. O dia de recolha de todos os sacos, pelo que percebi através do que as outras pessoas fazem, é a 2ªf, mas ao longo da semana as pessoas colocam sacos amarelos e azuis na rua sem qualquer nexo. Daí a minha dúvida.

Susana said...

Olá de novo,
Eu sei que é um pouco complicado, mas ve lá no site em "Environment" e depois em "collecte des déchets: jours et heures d'enlèvement", e depois ainda tens que seleccionar a tua rua, mas está lá a info.
Susana

NoKas said...

Olá!

OK, no site que te foi indicado têm-me mesmo as horas de recolha e os dias! Atenção, geralmente quem põe lixo na rua antes da hora permitida paga multa (antes das 6 acho que ninguém põe) a não ser estabelecimentos comerciais, esses podem pôr mais cedo! Mas é uma tristeza andar na cidade com tudo sujo cheio de sacos do lixo! enfim! barg!

multibancos: flagey tens um fortos e um dexia (o segundo com multibanco ca fora gratis), tens tb lojas de telefones com internet e na rua malibra (a que liga a flagey ao trone e que tem um minimercado portugues onde encontras boa couve nacional, azeite e afins) tens varias lojas de telefones com net. No belga há sinal de alguém q n protegeu a net e podes levar pa la o teu portatil e aceder facilmente.

em shuman há um ING e acho que tb há fortis. NO centro ha varios multibancos, na chasse (cruzamento) tb bancos.... na place jourdan (entre a flagey e shuman)..... no centro há! claro! bom! se precisares de correios tb sei alguns. :p ao pé do cemiterio de ixelles (solbosh) tb ha.....

pa carregar telemovel, pay and go, vais a qq loja de telemoveis. Há varias, novamente perto destes sitios centrais que acabei de referir.

mmmm

qq coisa pergunta, pode ser q alguem que veja o blog saiba responder! Né susana?


bjokas

I.Maia said...

Olá novamente :) Em relação aos dias de recolha do lixo, lá encontrei finalmente essa informação, mas já por 2 vezes tinha visto o site exaustivamente sem a encontrar. Mas confirmo que na minha rua certas pessoas não cumprem as regras. P.ex., desde a semana passada, fim-de-semana incluído, que o meu vizinho do lado colocou 2 ou 3 caixotes de cartão na rua e um saco azul e outro amarelo, que por lá continuam à espera de serem recolhidos. E como este já vi vários outros casos de infracção na minha rua. Em teoria as pessoas deveriam ser multadas, mas se calhar existe apenas 1 ou 2 fiscais para toda a cidade pelo que a maioria dos infractores continua impune. Quanto aos bancos, pontos internet, etc, desde que me queixei que não os encontro, comecei a encontrá-los. lol Mesmo assim ainda me deparo com dificuldades. Agora é o meu cartão que não funciona nos multibancos - só nas caixas do meu banco - e por isso ainda não me serviu para nada. Terei de voltar ao banco para esclarecer o que se passa.